quarta-feira, 4 de agosto de 2021

"A Uesc é o maior patrimônio da sociedade baiana", diz reitor na Câmara de Ilhéus


A Câmara de Vereadores de Ilhéus homenageou a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na tarde desta terça feira (3), entregando uma Moção de Congratulação ao reitor Alessandro Fernandes. A homenagem foi uma iniciativa da vereadora Enilda Mendonça (PT), ao lado da colega Ivete Maria (DEM). O reitor agradeceu dedicando a láurea, à ciência e àqueles que acreditam que a ciência pode nos conduzir a um lugar melhor. “A Uesc é o maior patrimônio da sociedade baiana”, destacou o professor, lembrando que a “a universidade só serve e só faz sentido se for para servir à comunidade e, para isso, precisa extrapolar seus muros. Que eles sejam apenas simbólicos e que possamos ir onde a sociedade estiver”. O professor Dr. Alessandro Fernandes lembrou que a primeira vez que apresentou um trabalho científico fora do estado e se identificou como sendo da Uesc, foi questionado se era representante de uma universidade do estado de Santa Catarina. A Uesc não era conhecida. No entanto, agora, 30 anos depois, a instituição apresenta-se no patamar de uma das melhores universidades brasileiras. Este ano a Uesc foi posicionada novamente no “Times Higher Education Latin America University Rankings (THE),” instituição que lista as melhores universidades da região da América Latina e do Caribe. O ranking é baseado nos mesmos 13 indicadores de desempenho rigorosos, mas os pesos foram redefinidos para refletir as características das universidades da América Latina. As universidades foram avaliadas em todas as suas missões principais: ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional. A classificação de 2021 inclui 177 instituições em 13 países, contra 166 instituições no ano passado. A Universidade Estadual de Santa Cruz obteve a 87º posição, uma posição acima no mesmo ranking em relação ao ano de 2020. Na Bahia, a Uesc tem a apenas a Ufba à sua frente e na região Nordeste, a Uesc ficou atrás somente das universidades Federal da Bahia (Ufba), Federal de Pernambuco (UFPE), Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Federal de Sergipe (UFS). Mas, para o reitor, “o maior e mais importante reconhecimento que a universidade pode ter, é o reconhecimento da sociedade ao atender com eficiência um universo de 2,5 milhões e meio de pessoas. Hoje a nossa Universidade oferece 33 cursos de graduação, mais de duas dezenas de mestrados, oito doutorados, cerca de 20 cursos de pós-graduação, oito mil alunos, 785 professores e 600 técnicos administrativos. Outra significativa informação apresentada por Alessandro Fernandes diz respeito ao número de doutores na instituição. A média brasileira é de 7,5 a cada 100 mil habitantes. Por esta média, Ilhéus e Itabuna teriam apenas 15 doutores, cada. A Uesc, entretanto, possui 525. “Avançamos para inovação e internacionalização com 19 países diferentes”, destacou. Ao discursar na Câmara, o reitor defendeu a necessidade da região trabalhar em rede com a universidade. “Não podemos mais ter uma universidade com mais de 500 doutores e uma população analfabeta no seu entorno”. Hoje a Uesc desenvolve 11 projetos que beneficiam diretamente a população do bairro de Salobrinho. Lembrou que a Universidade, durante a pandemia, esteve sempre atenta as demandas da população criando o Programa Amana cujo objetivo é implementar ações que visam à retomada econômica das regiões imediatas de Ilhéus-Itabuna, de Camacan e de Ipiaú, com a superação dos efeitos socioeconômicos negativos decorrentes da crise oriunda da disseminação em larga escala do novo coronavírus – covid-19. O Programa disponibiliza meios para facilitar a superação da crise aos 43 municípios, com população estimada superior a um milhão de habitantes, produto interno bruto (PIB) em torno de R$13 milhões e um baixo índice de desenvolvimento humano médio (inferior a 0,6). O reitor Alessandro Fernandes destacou que a Uesc é a única universidade estadual que integra o “Projeto Institucional em Rede: Laboratórios para testes de diagnósticos da covid-19” que prevê, entre outras metas, a realização de cerca de 10 mil testes utilizando RT- qPCR para detecção de SARS-CoV-2 (covid-19). “a Uesc, adaptou o Lafem para realização de testagem para detecção de SARS-CoV-2, no começo - junho de 2021- com uma capacidade para 40 testes/dia. Com a aquisição de um extensor foi ampliado para 200 testes/dia, o convênio com o MCTIC, aumenta essa capacidade para aproximadamente 10 mil testes/mês.” Para a vereadora Enilda Mendonça, uma das autoras da homenagem, é preciso estar de pé para falar da importância da Uesc para o Sul da Bahia e para Ilhéus. “A Uesc é hoje um modelo vitorioso, resultado de muitas pessoas que já passaram por lá”, destacou.

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