sexta-feira, 15 de abril de 2022

92 ANOS SEM VLADIMIR MAIAKOVSKI


92 ANOS SEM MAIAKÓVSKI, O POETA DA REVOLUÇÃO
No dia 14 de abril de 1930, entrava para a história da classe trabalhadora o poeta e dramaturgo russo Vladimir Maiakóvski.
Nascido em 1893 no então Império Russo, na cidade de Baghdati – que posteriormente, em 1940, levaria o nome do poeta até 1991 -, Maiakóvski e sua família se mudam para Moscou após a morte do pai, em 1906 sob condições muito pobres. Matriculado no 4º ano do ginásio, o jovem russo tira notas baixíssimas e, a respeito das leituras nessa época, viria a relembrar na sua autobiografia chamada “Eu mesmo”: “eu simplesmente não aceitava a literatura. Filosofia. Hegel. Ciências naturais. Mas sobretudo o marxismo. Não existe obra de arte que me tenha entusiasmado mais que o ‘Prefácio' de Marx” - se referindo ao prefácio da Crítica à Economia Política.
Ingressou na fração bolchevique do Partido Operário Social-Democrata Russo aos 15 anos, atuando como propagandista. Após ter sido preso algumas vezes, o jovem poeta ingressa na Escola de Pintura, Escultura e Arquitetura em 1911, “único local onde me aceitaram sem um atestado de bons antecedentes políticos”. Lá, Maiakóvski conhece o também poeta e pintor David Burliuk e juntos fundam o movimento que ficou conhecido como futurismo russo. Após serem expulsos da Escola, viajam pela Rússia para disseminar as novas concepções artísticas, e, com a vitória da Revolução de 1917, Maiakóvski passa a elaborar materiais de propaganda, como cartazes e livros didáticos. Em 1923, funda a revista LEF (Lievi Front - Frente de Esquerda), que reunia artistas que pautavam a aliança de uma arte revolucionária com a transformação social. Viajou por diversos países apresentando suas poesias em auditórios lotados e escreveu peças de teor social crítico como "Klop" (1929) e "Banya" (1930). Em 1930, Maiakóvski se suicida aos 36 anos.
A Unidade Classista de Santos - Comitê Laudelina de Campos Mello considera fundamental o resgate histórico de nomes ligados à luta pela emancipação dos trabalhadores em todos os campos da vida social.
“Cada um ao nascer
Traz sua dose de amor,
Mas os empregos,
O dinheiro,
Tudo isso,
Nos resseca o solo do coração”
(Comumente é assim - 1922)
UNIDADE CLASSISTA, FUTURO SOCIALISTA!
Comitê Laudelina de Campos Mello.

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